De quem serão estas pegadas?
Para onde se dirigem?
Que encontram pelo caminho?
Que deixam no seu rasto?
Peregrinos do deserto,
cujo vento apaga os suas marcas...
Caminhantes de praias em maré baixa
cujas ondas apagarão para sempre os seus passos...
Peregrimos... tu e eu...
que é feito das nossas pegadas?
Pegadas perdidas
segunda-feira, abril 27 | molhada por gota de água 0 ecos do mar
ondas do mar remar
Torrente de humanidade
É impossível não lembrar hoje S. João de Deus, um homem que foi uma torrente de humanidade, por isso lhe chamamos São João de Deus.
Nasceu em 1495, em Montemor-o-Novo e passou a maior parte da sua vida em Espanha trabalhando no que a sorte lhe oferecia. Um dia, pareceu-lhe ver, como num sonho, o Menino Jesus que lhe dizia: “João, Granada será a tua cruz!”. Foi, por isso, na cidade de Granada que ele deu início à Ordem Hospitaleira que, hoje, tem o seu nome.
Ali criou uma “casa geral” onde «se albergavam pobres de todo o género de enfermidades, homens e mulheres, sem rejeitar ninguém, gente com pequenos tumores de pele, chagados, tolhidos, incuráveis, feridos, desamparados, meninos tinhosos e que mandava criar muitos que lhe deixavam à porta, loucos e deficientes mentais, até estudantes que mantinha, e envergonhados em suas casas [...]. Uma cozinha para os mendigos e peregrinos para que se abrigassem de noite a dormir e se resguardassem do frio, tão ampla e de tão forte estrutura que cabiam à larga mais de duzentos pobres». A “casa geral” alcançou uma organização metódica: uma parte estava reservada aos pobres, aos sem abrigo e aos peregrinos; outra albergava os doentes: uma secção para os operados, outra para doenças genéricas, uma para meninos, outra para os dementes, por quem João tinha uma predilecção especial. E nela vigorava uma regra nova, nunca antes praticada: uma cama para cada doente. Era o testemunho do respeito pela dignidade humana, qualquer que fosse a situação da pessoa.
Foi o bispo de Tuy, Espanha, que ao ver a sua vida e as suas obras, chamou “João de Deus” àquele que, até então, era conhecido por João Cidade.
Que homem! Que santo! Que inspirador para os nossos dias! Dia de S. João de Deus! Que sonharão hoje os Irmãos Hospitaleiros conhecidos pelo seu nome?
domingo, março 8 | molhada por gota de água 0 ecos do mar
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A outra margem
As Irmãs Natália, Serafina, Sílvia e Otília, cada uma na sua área profissional, não têm mãos a medir. As crianças, os jovens e adultos afectados por essa doença são muitos. Em consultórios improvisados, na cidade de Lubango e nos concelhos limítrofes, as Irmãs diagnosticam, prescrevem e acompanham o tratamento anti-epiléptico. São já centenas as pessoas que constam do rol e que periodicamente são controladas e assistidas nesses ambulatórios.
Em tempo de crise não deixemos que esta empequeneça o nosso coração fechando-o à generosidade para com os que estão ainda piores do que nós. Da outra margem ouve-se o grito de socorro, não só por causa da doença, mas especialmente, pela marginalização e exclusão familiar e social que ela produz.
No dia 11 de Março, venha tomar café ou lanchar à Casa de Saúde (pavilhão novo). Além da «merenda menniana» (no 168º aniversário do nascimento de S. Bento Menni), pode acertar no «tiro à sorte» pelo valor de 1 €omprimido, e ficar a conhecer o nome dos vencedores dos prémios das «rifas da saúde». Salte também você para a outra margem!
sexta-feira, março 6 | molhada por gota de água 0 ecos do mar
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Maralto milionário
Mesmo sem dar por ela, chegámos às mil marés. Nada de tempestades, nada de embarcações em perigo; são marés vivas, ou marés baixas, mas são mil. Em maralto, MIL tem um significado especial:
Com «M» começa a palavra mar, tal como a palavra mãe, e ambas têm a ver com regaço, ventre, abraço, fonte de vida. Maralto pretende ser um canal através do qual se transmite alma, coração, sangue vivo, guelra no peito. Jovens, e não tanto, procuram um espaço onde partilhar emoções, ideais, sonhos, esperança de futuro. Maralto, no blog e no seu programa de acção oferece esta oportunidade.
«I» aponta para o infinito e também diz ideal. Este é a rampa de lançamento para aquele. Quando alguém tem ideais, sabe o que quer e luta por aquilo em que acredita, tem o infinito ao alcance da mão. Tem a plenitude da realização pessoal assegurada, tem a felicidade, a alegria como pintura das paredes do próprio coração. E quem se cruza com essa pessoa pode experimentar isso mesmo.
«L» fala de luz e de liberdade, duas coisas que vivem sempre juntas, como dois amantes. Aprender, compreender, reflectir, participar nas actividades do Maralto pode acender luzes; e só quem está iluminado é livre para decidir o que fazer da vida.
Chegar aos MIL convida a ser mar e a ser mãe, provoca a alimentar ideais e a projectar-se para o infinito, promete aumentar a potência da luz e ensinar a liberdade.
Embarca nesta onda!
sexta-feira, fevereiro 20 | molhada por gota de água 0 ecos do mar
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Os navegantes
Este mar quer molhar até aos ossos os jovens insatisfeitos e aventureiros, os que sabem nada® e querem descobrir novos rumos, os que sonham cruzar continentes para contemplar o nascer e o pôr do sol em horizontes nunca imaginados. Dirige-se também às Famílias que vão remando no mar da vida, ora calmo e sereno como o ‘oceano pacífico’, ora inseguro e agitado como o ‘mar das tormentas’, e sempre com remos débeis e braços esforçados. Para todos: Coragem! O porto fica longe, mas está à vista, e temos uma bússola para acertar no caminho!
sexta-feira, junho 13 | molhada por gota de água 0 ecos do mar
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