É impossível não lembrar hoje S. João de Deus, um homem que foi uma torrente de humanidade, por isso lhe chamamos São João de Deus.
Nasceu em 1495, em Montemor-o-Novo e passou a maior parte da sua vida em Espanha trabalhando no que a sorte lhe oferecia. Um dia, pareceu-lhe ver, como num sonho, o Menino Jesus que lhe dizia: “João, Granada será a tua cruz!”. Foi, por isso, na cidade de Granada que ele deu início à Ordem Hospitaleira que, hoje, tem o seu nome.
Ali criou uma “casa geral” onde «se albergavam pobres de todo o género de enfermidades, homens e mulheres, sem rejeitar ninguém, gente com pequenos tumores de pele, chagados, tolhidos, incuráveis, feridos, desamparados, meninos tinhosos e que mandava criar muitos que lhe deixavam à porta, loucos e deficientes mentais, até estudantes que mantinha, e envergonhados em suas casas [...]. Uma cozinha para os mendigos e peregrinos para que se abrigassem de noite a dormir e se resguardassem do frio, tão ampla e de tão forte estrutura que cabiam à larga mais de duzentos pobres». A “casa geral” alcançou uma organização metódica: uma parte estava reservada aos pobres, aos sem abrigo e aos peregrinos; outra albergava os doentes: uma secção para os operados, outra para doenças genéricas, uma para meninos, outra para os dementes, por quem João tinha uma predilecção especial. E nela vigorava uma regra nova, nunca antes praticada: uma cama para cada doente. Era o testemunho do respeito pela dignidade humana, qualquer que fosse a situação da pessoa.
Foi o bispo de Tuy, Espanha, que ao ver a sua vida e as suas obras, chamou “João de Deus” àquele que, até então, era conhecido por João Cidade.
Que homem! Que santo! Que inspirador para os nossos dias! Dia de S. João de Deus! Que sonharão hoje os Irmãos Hospitaleiros conhecidos pelo seu nome?
Torrente de humanidade
domingo, março 8 | molhada por gota de água 0 ecos do mar
ondas do mar remar
Contagiante
Este vídeo foi gravado em Liverpool Street, estação de Metro e comboio em Londres, numa segunda feira de manhã sem anúncio prévio. 70 bailarinos misturaram-se com passageiros e alguns acabaram mesmo por entrar naonda da coreografia do grupo. Serviu para uma publicidade da T-Mobile. Foi planeada e ensaiada durante 8 semanas, sem conhecimento do público e, talvez por isso, o impacto e a vibração do momento:
Reparei que eram 70 bailarinos, mas vemos bem como eles, depois de se inserirem no meio das pessoas que iam apanhar o transporte, as punham também a elas a dançar, e no final a multidão dança, e ri quase toda!
Misturado com conversas recentes, fiquei a reflectir como é isto de nós, Cristãos, nos colocarmos no meio das pessoas, com quem estamos no nosso dia-a-dia... que atitudes?
Como pode ser isto?
Será uma questão de contágio?
Consegues ajudar a encontrar expressão melhor?
(encontramo-nos na próxima onda!)
sábado, março 7 | molhada por canoa 1 ecos do mar
A outra margem
As Irmãs Natália, Serafina, Sílvia e Otília, cada uma na sua área profissional, não têm mãos a medir. As crianças, os jovens e adultos afectados por essa doença são muitos. Em consultórios improvisados, na cidade de Lubango e nos concelhos limítrofes, as Irmãs diagnosticam, prescrevem e acompanham o tratamento anti-epiléptico. São já centenas as pessoas que constam do rol e que periodicamente são controladas e assistidas nesses ambulatórios.
Em tempo de crise não deixemos que esta empequeneça o nosso coração fechando-o à generosidade para com os que estão ainda piores do que nós. Da outra margem ouve-se o grito de socorro, não só por causa da doença, mas especialmente, pela marginalização e exclusão familiar e social que ela produz.
No dia 11 de Março, venha tomar café ou lanchar à Casa de Saúde (pavilhão novo). Além da «merenda menniana» (no 168º aniversário do nascimento de S. Bento Menni), pode acertar no «tiro à sorte» pelo valor de 1 €omprimido, e ficar a conhecer o nome dos vencedores dos prémios das «rifas da saúde». Salte também você para a outra margem!
sexta-feira, março 6 | molhada por gota de água 0 ecos do mar
ondas do mar remar
A arte de aMar (IV)
Quando «amar é dar-se», o que é que se dá? Quando alguém se dá oferece o que tem de melhor, a sua vida, ou seja, coisas que estão vivas dentro de si: a alegria, o interesse, a compreensão, a simpatia, o humor, o serviço, etc. Quem recebe estas coisas torna-se mais vivo porque fica em contacto com a vitalidade do outro. Dar assim faz renascer algo novo na outra pessoa e, mesmo sem esperar nada em troca, quem dá acaba por receber mais, pela alegria de ver os efeitos da sua entrega gratuita. Só isto é o amor: uma força que produz amor. Este enriquecimento mútuo só acontece quando há uma relação verdadeiramente humana (faz pensar que, às vezes, as nossas relações não são humanas!).
Para amar, para dar-se, é necessário ser capaz de oferecer cuidado ao outro: o amor leva a ocupar-se e preocupar-se por aquilo ou por aquele a quem se ama. O amor não consiste em sentimentos ternos ou cócegas no estômago quando, de repente, nos vemos diante de um amigo que não víamos há muito tempo. A essência do amor consiste em trabalhar para que aquilo ou aqueles a quem amamos cresçam, estejam bem; é a responsabilidade, ou a capacidade de responder às necessidades do outro. A vida dos nossos irmãos, neste caso, é também nossa vida. Temos responsabilidade em relação aos outros, e tanto mais, quanto alguns têm necessidades acrescentadas. Saint Exupery disse-o assim: «és responsável por aquele a quem cativaste»
O respeito é o terceiro elemento do amor, e entende-se com o seu verdadeiro significado de «olhar para», ou seja, ver e aceitar o outro tal como ele é. Por isso, está-se mesmo a ver que para respeitar alguém é preciso o conhecimento. O único meio de conhecer uma pessoa, respeitando-a, é o amor e nunca o domínio ou a posse. Estas quatro atitudes só existem numa pessoa humilde, generosa, livre, madura.
quarta-feira, março 4 | molhada por gota de água 0 ecos do mar
ondas do mar mergulhar
Renasce em mim
Esta canoa andava por aí no mar da web e encontrou este belo arranjo
(obrigada a quem o colocou à nossa disposição)
que corresponde um pouco à forma como posso viver esta Quaresma...
E tu? Como vives este Tempo? Qual a frase da música que mais MEXE?
(encontramo-nos na próxima onda!)
terça-feira, março 3 | molhada por canoa 1 ecos do mar
Onda de Solidariedade
«Epilepsia.Zero» é o nome de um projecto de solidariedade que os Voluntários da Casa de Saúde da Idanha estão a desenvolver ao longo de 2009. Trata-se de angariar fundos para comprar medicamentos que permitam à comunidade de Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus, em missão na cidade de Lubango (Huila – Angola), tratar especialmente crianças e jovens que sofrem desse mal.
A epilepsia provoca incompreensão e medo nas famílias que, em muitos casos, escondem e maltratam os próprios filhos, também por causa das tradições ancestrais que relacionam a doença com o poder dos espíritos maléficos.
As Irmãs Hospitaleiras trabalham com dedicação em favor dos doentes e famílias em extrema situação de pobreza, mas não têm recursos económicos para fazer face às necessidades. Com a colaboração neste projecto, tu podes facilitar a educação para a saúde mental e fazer com que as crianças e os jovens sejam respeitados e tenham acesso à escolaridade e a um futuro melhor.
Algumas pessoas individuais e empresas já fizeram a sua parte, mesmo em tempo de crise. Migalhas também são pão. Estamos gratos à Fundação Caloustre Gulbenkian que também pôs a sua assinatura neste projecto. A todos «muito obrigada» em nome das pessoas doentes e daquelas que os tratam.
Já se realizou uma «quermesse solidária», andam a circular «rifas da saúde» e está para ser sorteado o grande prémio de uma viagem, com estadia de fim de semana, na Madeira oferecida pela «Fátima Caminhos - Viagens Lda.».
Novas iniciativas estão em realização, porque a necessidade de medicamentos é diária. Tu também podes oferecer alguns €omprimidos. Contacta este mail.
sábado, fevereiro 21 | molhada por gota de água 0 ecos do mar
ondas do mar navegar
Maralto milionário
Mesmo sem dar por ela, chegámos às mil marés. Nada de tempestades, nada de embarcações em perigo; são marés vivas, ou marés baixas, mas são mil. Em maralto, MIL tem um significado especial:
Com «M» começa a palavra mar, tal como a palavra mãe, e ambas têm a ver com regaço, ventre, abraço, fonte de vida. Maralto pretende ser um canal através do qual se transmite alma, coração, sangue vivo, guelra no peito. Jovens, e não tanto, procuram um espaço onde partilhar emoções, ideais, sonhos, esperança de futuro. Maralto, no blog e no seu programa de acção oferece esta oportunidade.
«I» aponta para o infinito e também diz ideal. Este é a rampa de lançamento para aquele. Quando alguém tem ideais, sabe o que quer e luta por aquilo em que acredita, tem o infinito ao alcance da mão. Tem a plenitude da realização pessoal assegurada, tem a felicidade, a alegria como pintura das paredes do próprio coração. E quem se cruza com essa pessoa pode experimentar isso mesmo.
«L» fala de luz e de liberdade, duas coisas que vivem sempre juntas, como dois amantes. Aprender, compreender, reflectir, participar nas actividades do Maralto pode acender luzes; e só quem está iluminado é livre para decidir o que fazer da vida.
Chegar aos MIL convida a ser mar e a ser mãe, provoca a alimentar ideais e a projectar-se para o infinito, promete aumentar a potência da luz e ensinar a liberdade.
Embarca nesta onda!
sexta-feira, fevereiro 20 | molhada por gota de água 0 ecos do mar
ondas do mar remar
Mil marés
Em maralto acabámos de sentir o embate da maré número mil. E isto porque só começámos a contar a partir de 8 de dezembro… Parabéns aos navegantes, com menção de honra para os que deixaram os seus comentários às vagas e ondulações que foram aparecendo. E aos que ainda não tiveram coragem de entrar na onda, animem-se, não percam tempo, não tenham medo de arriscar, porque o murmúrio das águas traz segredos de corações enamorados.
Pela alegria de chegar aos mil, Maralto vai oferecer um novo semblante, mais jovem, mais provocador. E tu és convidado especial para a festa que se realiza, dia a dia, no barco da vida, no cruzeiro da tua história. Entra a bordo! É grátis, porque não há dinheiro que pague a alegria de navegar juntos, porque é impossível comprar o que recebemos de Deus como presente.
terça-feira, fevereiro 17 | molhada por gota de água 0 ecos do mar
ondas do mar navegar
A arte de aMar (III)
Diz-se frequentemente que «amar é dar», que «há mais alegria em dar do que em receber». Isto que já se tornou refrão, precisa ser bem entendido. A pessoa que só aprendeu a receber, vai perceber que dar significa desistir de alguma coisa, ser privado de algo, sacrificar-se. Outro que tem um carácter mais de comerciante, estará mais disposto a dar, mas sempre em troca de outra coisa qualquer, pois dar sem receber nada em troca, vender sem receber dinheiro é ser enganado. As pessoas pouco produtivas não gostam de dar, pois sentem que se derem, podem ficar mais pobres. Também há os que dão para fazerem uma boa acção, um sacrifício que lhes traga algum mérito. Estes quando ouvem dizer que «é melhor dar do que receber» pensam que é mais virtuoso e santo sofrer privações do que estar alegres e felizes.
As pessoas de carácter produtivo, quando dão, manifestam a supremacia e o poder sobre aqueles a quem dão algo, e ficam felizes por dar, pois mostram a sua vitalidade. Visto isto, dar significa ser rico. Um avarento é pobre, porque fecha o que é seu; rico é aquele que pode dar e dá. Quem puder dar-se a si mesmo, é rico. Porque se diz que os pobres estão mais dispostos a dar do que os ricos? As pessoas sentem uma necessidade forte de fazer frente às necessidades básicas antes de dar; os pobres põem a bitola das suas exigências mais baixa, por isso, conseguem mais facilmente satisfazer-se e ainda dar aos outros. Estamos a falar de dar bens, elementos sem vida, coisas. Que significar «amar é dar-se»? Fica a pensar nisto, que eu volto em breve.
domingo, fevereiro 8 | molhada por gota de água 2 ecos do mar
ondas do mar mergulhar
põe-te a mexer
Hoje é o dia...
Partilho esta música que numa das viagens da canoa, entre remos,
apareceu, era a "faixa 9" do CD!
( encontramo-nos na próxima onda! )
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domingo, fevereiro 1 | molhada por canoa 5 ecos do mar
Grande mergulhador!
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Paulo, sempre atento à voz de Deus, é conquistado por Cristo.
Reconhece que está no caminho errado e decide pronta e corajosamente mudar de rumo.
E é no caminho de Damasco que dá o seu mais espantoso e belo mergulho, aderindo no fundo do coração a Cristo, reestruturando a sua vida e a partir daí passa a anunciá-l'O, gritando com todas as suas forças: «Jesus é o Senhor»!
domingo, janeiro 25 | molhada por canoa 0 ecos do mar
campeonato de surf
Foi lindo contemplar a 1ª onda que desenhou no chão o caminho de Abraão, feito de confiança e fé, num Deus que nem sabia bem quem era, mas que o cativou a ponto de deixar as próprias seguranças e partir mesmo «sem saber para onde ia». E Deus iluminou a sua esperança com uma multidão de estrelas e fortaleceu a sua fé tanto como a multidão da areia da praia.
Logo veio a 2ª onda que transportava Moisés enrolado nos seus medos. Gira que gira, entre desculpas e rodeios à volta das dificuldades, mas Moisés acabou por ir ter com o faraó para realizar a missão de libertar o Povo de Deus do Egipto. Deus é grande, é maior que todos os nossos medos.
A 3ª onda cavalgada pelos surfistas trazia na crista as intuições de Jeremias. Foi uma alegria viver a certeza de ser amado por um Deus que é Pai e acolhe, que conhece e chama desde o seio materno, e dá a cada um uma missão concreta a realizar. E nunca se vai embora, acompanha sempre, chama sem desistir.
A 4ª onda chegou enraivecida; trazia nas ventas a fúria do mar por ter engolido o profeta Jonas quando fugia na direcção contrária àquela aonde o Senhor o tinha mandado. Menos mal que reconsiderou e acabou por seguir a vocação e a missão que Deus lhe encomendava.
As que se mantêm nos primeiros lugares do campeonato, já entenderam que o surf tem tanta beleza e vigor como surpresa e exigência. Mas é trabalhando que se conseguem frutos.
Coragem! O maralto é em frente!
segunda-feira, janeiro 19 | molhada por gota de água 1 ecos do mar
ondas do mar mergulhar
Mãe

Tu que lês estas palavras, também falas assim com a Mãe? Para estas coisas? Responde num comentário, vá, não percas tempo!
terça-feira, janeiro 13 | molhada por canoa 0 ecos do mar


