Mil marés


Chegar aos 1000 tem alguma graça, ou promete desgraça. Uns temem que o mundo vá acabar e fazem ‘coisas do arco da velha’, por causa do medo e até profetizam: «a mil chegarás, de mil não passarás»; outros ficam contentes e até celebram com os amigos porque se tornaram milionários; alguns escrevem um livro para reunir os mil artigos publicados, e levam-nos ao engano a pagar o que já tínhamos lido nos jornais, etc., etc. até aos mil.
Em maralto acabámos de sentir o embate da maré número mil. E isto porque só começámos a contar a partir de 8 de dezembro… Parabéns aos navegantes, com menção de honra para os que deixaram os seus comentários às vagas e ondulações que foram aparecendo. E aos que ainda não tiveram coragem de entrar na onda, animem-se, não percam tempo, não tenham medo de arriscar, porque o murmúrio das águas traz segredos de corações enamorados.
Pela alegria de chegar aos mil, Maralto vai oferecer um novo semblante, mais jovem, mais provocador. E tu és convidado especial para a festa que se realiza, dia a dia, no barco da vida, no cruzeiro da tua história. Entra a bordo! É grátis, porque não há dinheiro que pague a alegria de navegar juntos, porque é impossível comprar o que recebemos de Deus como presente.

A arte de aMar (III)

Diz-se frequentemente que «amar é dar», que «há mais alegria em dar do que em receber». Isto que já se tornou refrão, precisa ser bem entendido. A pessoa que só aprendeu a receber, vai perceber que dar significa desistir de alguma coisa, ser privado de algo, sacrificar-se. Outro que tem um carácter mais de comerciante, estará mais disposto a dar, mas sempre em troca de outra coisa qualquer, pois dar sem receber nada em troca, vender sem receber dinheiro é ser enganado. As pessoas pouco produtivas não gostam de dar, pois sentem que se derem, podem ficar mais pobres. Também há os que dão para fazerem uma boa acção, um sacrifício que lhes traga algum mérito. Estes quando ouvem dizer que «é melhor dar do que receber» pensam que é mais virtuoso e santo sofrer privações do que estar alegres e felizes.
As pessoas de carácter produtivo, quando dão, manifestam a supremacia e o poder sobre aqueles a quem dão algo, e ficam felizes por dar, pois mostram a sua vitalidade. Visto isto, dar significa ser rico. Um avarento é pobre, porque fecha o que é seu; rico é aquele que pode dar e dá. Quem puder dar-se a si mesmo, é rico. Porque se diz que os pobres estão mais dispostos a dar do que os ricos? As pessoas sentem uma necessidade forte de fazer frente às necessidades básicas antes de dar; os pobres põem a bitola das suas exigências mais baixa, por isso, conseguem mais facilmente satisfazer-se e ainda dar aos outros. Estamos a falar de dar bens, elementos sem vida, coisas. Que significar «amar é dar-se»? Fica a pensar nisto, que eu volto em breve.

põe-te a mexer

Hoje é o dia...


Partilho esta música que numa das viagens da canoa, entre remos,

apareceu, era a "faixa 9" do CD!





( encontramo-nos na próxima onda! )

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Grande mergulhador!

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Paulo, sempre atento à voz de Deus, é conquistado por Cristo.
Reconhece que está no caminho errado e decide pronta e corajosamente mudar de rumo.
E é no caminho de Damasco que dá o seu mais espantoso e belo mergulho, aderindo no fundo do coração a Cristo, reestruturando a sua vida e a partir daí passa a anunciá-l'O, gritando com todas as suas forças: «Jesus é o Senhor»!




"Antes de mais, dou graças ao meu Deus por todos vós, por meio de Jesus Cristo, pois a vossa fé é proclamada em todo o mundo." (Rm 1, 8)
Hoje, dia em que celebramos tal mergulho, estás convidad@ a ver novamente o vídeo:
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(encontramo-nos na próxima onda!)
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campeonato de surf


Em «maralto» está a decorrer o «campeonato de surf 2009». Já lá vão quatro meses, e as ondas não descansam no seu vai-vém de enrolar e desenrolar, com espumas de água salgada a salpicar o corpo e a alma dos bailarinos do mar. Há um bom grupo em prova e ninguém pensa em desistir.
Foi lindo contemplar a 1ª onda que desenhou no chão o caminho de Abraão, feito de confiança e fé, num Deus que nem sabia bem quem era, mas que o cativou a ponto de deixar as próprias seguranças e partir mesmo «sem saber para onde ia». E Deus iluminou a sua esperança com uma multidão de estrelas e fortaleceu a sua fé tanto como a multidão da areia da praia.
Logo veio a 2ª onda que transportava Moisés enrolado nos seus medos. Gira que gira, entre desculpas e rodeios à volta das dificuldades, mas Moisés acabou por ir ter com o faraó para realizar a missão de libertar o Povo de Deus do Egipto. Deus é grande, é maior que todos os nossos medos.
A 3ª onda cavalgada pelos surfistas trazia na crista as intuições de Jeremias. Foi uma alegria viver a certeza de ser amado por um Deus que é Pai e acolhe, que conhece e chama desde o seio materno, e dá a cada um uma missão concreta a realizar. E nunca se vai embora, acompanha sempre, chama sem desistir.
A 4ª onda chegou enraivecida; trazia nas ventas a fúria do mar por ter engolido o profeta Jonas quando fugia na direcção contrária àquela aonde o Senhor o tinha mandado. Menos mal que reconsiderou e acabou por seguir a vocação e a missão que Deus lhe encomendava.
As que se mantêm nos primeiros lugares do campeonato, já entenderam que o surf tem tanta beleza e vigor como surpresa e exigência. Mas é trabalhando que se conseguem frutos.
Coragem! O maralto é em frente!

Mãe

Ai, minha Mãe,
acompanha os estudantes nas suas avaliações, claro, não te esqueças desta canoa que se abraça a ti, a ver se não permites que se afunde no meio de tal mar de folhas, trabalhos, livros, exames…

Ontem na escola, percebi que não era a única que lhe pedia destas coisas…



Tu que lês estas palavras, também falas assim com a Mãe? Para estas coisas? Responde num comentário, vá, não percas tempo!


(encontramo-nos na próxima onda)


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Arte do aMar (II)

Só os humanos são capazes de aMar. As ligações entre animais acontecem por instinto. A pessoa humana transcende o apetite natural deixando-se conduzir pela razão. Tem consciência da sua individualidade e da necessidade absoluta dos outros para se realizar, como tal. A experiência quotidiana faz sentir a indigência, a solidão e a ausência como formas de sofrimento e de ansiedade, contra as quais é imperioso travar batalha, sob pena de se perder a guerra da vida. O fracasso absoluto no amor pode conduzir à loucura.

A mulher e o homem de todas as épocas buscaram incansavelmente a forma de ultrapassar a separação e de alcançar a união. Buscaram-no por caminhos diferentes, segundo as culturas e a própria história, mas buscaram-no sempre. A filosofia, a história, a antropologia encarregam-se de o estudar. Há gente que busca esta resposta existencial do amor no prazer, nas drogas, no álcool, na riqueza, na aparência física, na fama, na eficácia do trabalho, na simpatia dos outros, na actividade sexual, na espiritualidade… etc. Está claro que estes recursos podem estar no caminho do amor, mas nem ensinam a arte de amar, nem asseguram a experiência de ser amado, pois são apenas circunstâncias exteriores à personalidade, transitórias e mutáveis.

Nenhum ser humano é meio para a realização afectiva de outro. As pessoas não são instrumentos, não são coisas, não são objectos. Quando alguém explora outrem para seu bem-estar ou interesse pessoal, está a reduzir o outro a uma coisa, está a ofender a dignidade humana. O ser humano é fim em si mesmo, enquanto está orientado para a realização plena da sua dignidade, está chamado a crescer até à estatura de pessoa perfeita. Os cristãos têm Cristo por modelo: «tão humano, tão humano, só podia ser Deus», escrevia um autor.

Feliz 2009

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Tive um sonho:





este ano o nosso mundo ficava assim!
Vou ver o que posso fazer para o tornar realidade, queres ajudar?

(encontramo-nos na próxima onda)
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Arte do aMar (I)

Quem viaja continuamente sobre as águas movediças do mar da vida precisa ter arte, não só para se defender das tempestades e dos ventos, mas também para gozar da maravilha gerada pelo azul das águas profundas, quando se confunde com o azul do céu, sem deixar limites nem horizonte à vista.
Vemveromar convida-te para aprender a arte de amar, a arte de viver neste mar à descoberta dos alicerces que dão sentido e gosto à vida. Em jeito de gotas de espuma branca que salpicam a rocha enegrecida pela intempérie e o sal a mais, de vez em quando podes encontrar aqui frases soltas que sussurram segredos aos marinheiros. Quando te vires atacad@ pela curiosidade, não a faças sofrer, dá-lhe o gosto de ler a «Arte do aMar».
As pessoas precisam de amor, como as plantas da luz e os peixes da água. Sentem a necessidade irrenunciável de ser amadas, mas pensam menos em amar. Para satisfazer essa necessidade básica, muita gente esforça-se por ser amável, acreditando que, com isso, pode «fazer amigos e influenciar outros em seu favor». Será isto amor, ou arte de amar? Na cultura actual, o amor parece ter-se tornado uma conquista comercial, e as pessoas serem um meio para alcançar o amor. Se assim for, francamente estamos todos vesgos.
O amor é espontâneo, ou aprende-se? É um sentimento, ou uma decisão? É algo que acontece por sorte, ou um luxo só para alguns? É uma teoria, ou tem um rosto concreto?

A Arte do aMar vai dar dicas sobre tudo isto.

Magia de Natal

É linda a magia daquele Natal,
que traz para o mundo beleza imortal.
É terna a imagem de Jesus menino,
que gera no peito um amor genuíno.
É doce o encanto da família santa,
que oferece sorrisos onde a dor é tanta.
É pura a canção dos anjos no céu,
que cantam a glória de um Deus que desceu.
É simples a oferta de incultos pastores,
que entregam a Deus a alma em louvores.
É singela a prece de homens de nobreza
que adoram o Deus na maior pobreza.
É céu estrelado de paz e harmonia,
que faz do Natal, para nós, o DIA.

É só de AMOR para ti: família, amigos, gente de bem,
esta mensagem que te envio de Belém.

Natal

Santo Natal a todos!



(encontramo-nos na próxima onda)

Natal Hospitaleiro

Há quem julgue que o Natal morreu, como se isso não fosse uma contradição. Natal tem a ver com nascimento. Nesta época do ano, celebrava-se nas civilizações orientais antigas a festa do sol. Os cristãos, há cerca de dois mil anos, colocaram aqui a Festa do Natal de Jesus Cristo, vendo nele o SOL que ilumina o mundo inteiro. Portanto, quando dizemos «Feliz Natal!», estamos a manifestar desejos de que esta recordação nos estimule a «nascer de novo», nos convoque para a luz, a vida, a paz e a alegria que se geram quando sabemos que somos uma família, todos irmãos em Jesus Cristo. Isto é o NATAL. Os gestos de solidariedade que nascem à volta deste Dia são prova do espírito evangélico que ainda persiste no coração humano: ao experimentar a hospitalidade que Deus oferece ao seu Povo, pessoas e grupos, crianças, jovens e adultos, promovem hospitalidade em favor das pessoas mais desfavorecidas.

Há jovens que buscam a valer o sentido do que está a acontecer, por isso vêm ver:
Descobrem que onde há doença e dor, muita gente espera o seu amor, com a ânsia de receber calor.
Ao darem, nem que seja um sorriso, pintam de azul a porta do paraíso, recolhem cravos, rosas e narcisos.
E aqueles que sofrem o seu mal, esquecem a solidão invernal e acreditam outra vez no Natal.
Natal Hospitaleiro! Com grupos de jovens a fazer hospitalidade nas Casas de Saúde Hospitaleiras. Ouve o pregão: «JHá mexe!» - Juventude Hospitaleira Já Mexe. Tu, põe-te a mexer, que alguém está à tua espera!

Em cima da prancha

Sentada nas dunas de areia, abandono a alma à contemplação do mar, que vai e vem incansavelmente, como se a sua missão fosse mesmo essa: ir e vir, beijar a areia e sacudir os golfinhos, abraçar as rochas e alimentar a multidão que acolhe no ventre. Absorta no azul matizado de espuma prateada, com a miragem perdida no horizonte inalcançável, não me apercebi do bulício da praia. Quando baixei o olhar, vi uma dúzia de jovens em cima da prancha: correndo, voando, dando reviravoltas inesperadas, perdendo o controle das ondas, e alguns dominando com vigor os movimentos do surf, do qual são alunos dedicados. E fiquei ali a pensar nos jovens, a inventar sonhos, a rever rostos, a contar histórias, a desdobrar experiências, a recordar segredos… do mundo dos jovens, dos jovens do nosso mundo! E ouvi que as pranchas diziam às ondas acerca deles: estes querem paz, justiça, verdade; precisam de afecto, amigos, família; esperam aprender, realizar, colaborar; buscam sentido, valor, futuro; desejam acolher, respeitar, servir; anseiam pela luz, a bússola, o farol; precisam do mar, da terra, de Deus! E as ondas responderam: Estes podem desenhar na história caminhos de solidariedade e paz, de hospitalidade e amor; podem deixar pegadas de justiça e verdade, de humanização e fé. Se eles quiserem! Parabéns aos jovens surfistas que cavalgam agora na 3ª onda.