Só os humanos são capazes de aMar. As ligações entre animais acontecem por instinto. A pessoa humana transcende o apetite natural deixando-se conduzir pela razão. Tem consciência da sua individualidade e da necessidade absoluta dos outros para se realizar, como tal. A experiência quotidiana faz sentir a indigência, a solidão e a ausência como formas de sofrimento e de ansiedade, contra as quais é imperioso travar batalha, sob pena de se perder a guerra da vida. O fracasso absoluto no amor pode conduzir à loucura.
A mulher e o homem de todas as épocas buscaram incansavelmente a forma de ultrapassar a separação e de alcançar a união. Buscaram-no por caminhos diferentes, segundo as culturas e a própria história, mas buscaram-no sempre. A filosofia, a história, a antropologia encarregam-se de o estudar. Há gente que busca esta resposta existencial do amor no prazer, nas drogas, no álcool, na riqueza, na aparência física, na fama, na eficácia do trabalho, na simpatia dos outros, na actividade sexual, na espiritualidade… etc. Está claro que estes recursos podem estar no caminho do amor, mas nem ensinam a arte de amar, nem asseguram a experiência de ser amado, pois são apenas circunstâncias exteriores à personalidade, transitórias e mutáveis.
Nenhum ser humano é meio para a realização afectiva de outro. As pessoas não são instrumentos, não são coisas, não são objectos. Quando alguém explora outrem para seu bem-estar ou interesse pessoal, está a reduzir o outro a uma coisa, está a ofender a dignidade humana. O ser humano é fim em si mesmo, enquanto está orientado para a realização plena da sua dignidade, está chamado a crescer até à estatura de pessoa perfeita. Os cristãos têm Cristo por modelo: «tão humano, tão humano, só podia ser Deus», escrevia um autor.
Arte do aMar (II)
domingo, janeiro 4 | molhada por gota de água 1 ecos do mar
ondas do mar mergulhar
Feliz 2009
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Tive um sonho:
este ano o nosso mundo ficava assim!
Vou ver o que posso fazer para o tornar realidade, queres ajudar?
(encontramo-nos na próxima onda)
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molhada por canoa 1 ecos do mar
Arte do aMar (I)
Quem viaja continuamente sobre as águas movediças do mar da vida precisa ter arte, não só para se defender das tempestades e dos ventos, mas também para gozar da maravilha gerada pelo azul das águas profundas, quando se confunde com o azul do céu, sem deixar limites nem horizonte à vista.
Vemveromar convida-te para aprender a arte de amar, a arte de viver neste mar à descoberta dos alicerces que dão sentido e gosto à vida. Em jeito de gotas de espuma branca que salpicam a rocha enegrecida pela intempérie e o sal a mais, de vez em quando podes encontrar aqui frases soltas que sussurram segredos aos marinheiros. Quando te vires atacad@ pela curiosidade, não a faças sofrer, dá-lhe o gosto de ler a «Arte do aMar».
As pessoas precisam de amor, como as plantas da luz e os peixes da água. Sentem a necessidade irrenunciável de ser amadas, mas pensam menos em amar. Para satisfazer essa necessidade básica, muita gente esforça-se por ser amável, acreditando que, com isso, pode «fazer amigos e influenciar outros em seu favor». Será isto amor, ou arte de amar? Na cultura actual, o amor parece ter-se tornado uma conquista comercial, e as pessoas serem um meio para alcançar o amor. Se assim for, francamente estamos todos vesgos.
O amor é espontâneo, ou aprende-se? É um sentimento, ou uma decisão? É algo que acontece por sorte, ou um luxo só para alguns? É uma teoria, ou tem um rosto concreto?
A Arte do aMar vai dar dicas sobre tudo isto.
sexta-feira, dezembro 26 | molhada por gota de água 1 ecos do mar
ondas do mar mergulhar
Magia de Natal
É linda a magia daquele Natal,
que traz para o mundo beleza imortal.
É terna a imagem de Jesus menino,
que gera no peito um amor genuíno.
É doce o encanto da família santa,
que oferece sorrisos onde a dor é tanta.
É pura a canção dos anjos no céu,
que cantam a glória de um Deus que desceu.
É simples a oferta de incultos pastores,
que entregam a Deus a alma em louvores.
É singela a prece de homens de nobreza
que adoram o Deus na maior pobreza.
É céu estrelado de paz e harmonia,
que faz do Natal, para nós, o DIA.
É só de AMOR para ti: família, amigos, gente de bem,
esta mensagem que te envio de Belém.
quinta-feira, dezembro 25 | molhada por gota de água 0 ecos do mar
Natal Hospitaleiro
Há quem julgue que o Natal morreu, como se isso não fosse uma contradição. Natal tem a ver com nascimento. Nesta época do ano, celebrava-se nas civilizações orientais antigas a festa do sol. Os cristãos, há cerca de dois mil anos, colocaram aqui a Festa do Natal de Jesus Cristo, vendo nele o SOL que ilumina o mundo inteiro. Portanto, quando dizemos «Feliz Natal!», estamos a manifestar desejos de que esta recordação nos estimule a «nascer de novo», nos convoque para a luz, a vida, a paz e a alegria que se geram quando sabemos que somos uma família, todos irmãos em Jesus Cristo. Isto é o NATAL. Os gestos de solidariedade que nascem à volta deste Dia são prova do espírito evangélico que ainda persiste no coração humano: ao experimentar a hospitalidade que Deus oferece ao seu Povo, pessoas e grupos, crianças, jovens e adultos, promovem hospitalidade em favor das pessoas mais desfavorecidas.
Há jovens que buscam a valer o sentido do que está a acontecer, por isso vêm ver:
Descobrem que onde há doença e dor, muita gente espera o seu amor, com a ânsia de receber calor.
Ao darem, nem que seja um sorriso, pintam de azul a porta do paraíso, recolhem cravos, rosas e narcisos.
E aqueles que sofrem o seu mal, esquecem a solidão invernal e acreditam outra vez no Natal.
Natal Hospitaleiro! Com grupos de jovens a fazer hospitalidade nas Casas de Saúde Hospitaleiras. Ouve o pregão: «JHá mexe!» - Juventude Hospitaleira Já Mexe. Tu, põe-te a mexer, que alguém está à tua espera!
quinta-feira, dezembro 18 | molhada por gota de água 0 ecos do mar
Em cima da prancha
Sentada nas dunas de areia, abandono a alma à contemplação do mar, que vai e vem incansavelmente, como se a sua missão fosse mesmo essa: ir e vir, beijar a areia e sacudir os golfinhos, abraçar as rochas e alimentar a multidão que acolhe no ventre. Absorta no azul matizado de espuma prateada, com a miragem perdida no horizonte inalcançável, não me apercebi do bulício da praia. Quando baixei o olhar, vi uma dúzia de jovens em cima da prancha: correndo, voando, dando reviravoltas inesperadas, perdendo o controle das ondas, e alguns dominando com vigor os movimentos do surf, do qual são alunos dedicados. E fiquei ali a pensar nos jovens, a inventar sonhos, a rever rostos, a contar histórias, a desdobrar experiências, a recordar segredos… do mundo dos jovens, dos jovens do nosso mundo! E ouvi que as pranchas diziam às ondas acerca deles: estes querem paz, justiça, verdade; precisam de afecto, amigos, família; esperam aprender, realizar, colaborar; buscam sentido, valor, futuro; desejam acolher, respeitar, servir; anseiam pela luz, a bússola, o farol; precisam do mar, da terra, de Deus! E as ondas responderam: Estes podem desenhar na história caminhos de solidariedade e paz, de hospitalidade e amor; podem deixar pegadas de justiça e verdade, de humanização e fé. Se eles quiserem! Parabéns aos jovens surfistas que cavalgam agora na 3ª onda.
quarta-feira, dezembro 10 | molhada por gota de água 0 ecos do mar
ondas do mar navegar
Mar sem ondas
É giro ver as ondas a bater, teimosas, nas rochas cansadas mas firmes e inabaláveis na sua missão de guardiães do mar! Que sensação de calma, silêncio, bondade, coração! Que dirão as espumas brancas ao negro das pedras que, por mais banhos que levem, nunca ficam brancas? Que dirão as rochas à água salgada que, por mais beijos que receba, nunca se torna doce? É lindo o mar a rebentar na praia, mas é ainda mais belo, grande e misterioso o mar alto, um mar sem ondas, onde o horizonte é mar e céu ao mesmo tempo.
Duas horas de avião sobre o atlântico, ora montada num manto de seda azul molhada, ora cavalgando nuvens brancas de algodão em rama, são uma miragem que não se termina de apreciar. Quase sem querer, dilatam-se os horizontes da alma deixando entrar nela a multidão dos que gemem sozinhos; acendem-se todos os faróis e alegram-se os que navegavam às escuras; abrem-se as asas em acrobacia veloz até paragens novas onde os que buscam sentem um ombro amigo na procura…
Enquanto viajo entre mar e céu, aposto na esperança de um mundo novo que é possível para a humanidade; pinto um arco íris de paz que abraça os povos de todas as cores, culturas e credos; escrevo um poema que balbucio ao Sol e declamo gratuitamente a quem entender de AMOR.
domingo, novembro 23 | molhada por gota de água 0 ecos do mar
ondas do mar mergulhar
Viva a vida!
quarta-feira, novembro 19 | molhada por canoa 0 ecos do mar
Maremoto
Vocês haviam de ver! Nesta Casa da Idanha há uma grande revolução! Há muito que este oceano de bem-fazer esperava uma casa nova. É que esta tem mais de cem anos! Bendito seja o dono do céu e do mar, das nuvens e das águas, do azul e do verde transparente das ondas! E que bonita! Quantos esforços e sacrifícios para chegar até aqui!
Estes dias, porém, parece ter acontecido nesta «cidade da saúde» um maremoto. As mudanças são uma bênção e um sofrimento. Os barcos andam constantemente em travessia. Os barqueiros não têm mãos a medir. Os passantes cantam, riem, estão felizes… e alguns, oh Deus! deixam-se apanhar pela ansiedade do novo e diferente. Mas a festa do mar é para valer. Os habitantes deste mar, aqueles a quem a praia e a cidade desconhecem ou até recusam, vão poder agora ter um espaço mais digno, um serviço mais personalizado, uma atenção humana e técnica facilitada. Feliz maremoto! Bem aventurada tempestade! Parabéns a quem acredita no Amor que faz nascer as grandes obras.
terça-feira, novembro 4 | molhada por gota de água 2 ecos do mar
ondas do mar navegar
cantando
O Lume - Mafalda veiga
Vai caminhando desamarrad@
Dos nós e laços que o mundo faz
Vai abraçando desenlead@
De outros abraços que a vida dá
Vai-te encontrando na água e no lume
Na terra quente até perder
O medo, o medo levanta muros
E ergue bandeiras pra nos deter Não percas tempo,
O tempo corre
Só quando dói é devagar
E dá-te ao vento
Como um veleiro
Solto no mais alto mar
Liberta o grito que trazes dentro
E a coragem e o amor
Mesmo que seja só um momento
Mesmo que traga alguma dor
Só isso faz brilhar o lume
Que hás-de levar até ao fim
E esse lume já ninguém pode
Nunca apagar dentro de ti
Não percas tempo
O tempo corre
Só quando dói é devagar
E dá-te ao vento
Como um veleiro
Solto no mais alto mar
Mafalda Veiga
terça-feira, outubro 21 | molhada por canoa 2 ecos do mar
Campeonato de surf
Começaram os treinos para o Campeonato que terminará no próximo verão. Na última semana de Julho de 2009 vai ser a grande final, mas até lá, dia a dia, mês a mês, é preciso ir treinando o equilíbrio sobre «as ondas», esteja sol ou chova a cântaros. Há gente que pensa conquistar medalhas sem esforço nenhum, outros já perceberam que o esforço é o segredo, é ele que fortalece a alma e dá sabor aos frutos que mais tarde se hão-de colher. Agora cavalgamos a «primeira onda» – as dúvidas de Abraão – e, como quem não quer a coisa, encontramo-nos com as nossas dúvidas. Os jovens que se meteram nesta aventura que digam – ou ainda será cedo demais par dizer! – como o campeonato se adivinha bonito. Se quiseres saber mais sobre o «campeonato de surf» diz.
segunda-feira, outubro 13 | molhada por gota de água 0 ecos do mar
ondas do mar mergulhar
criativo
Andava esta canoa a navegar (sem GPS) e acabei por encontrar uma escola de animação 3D e efeitos visuais, que fez esta obra de arte que me sensibilizou, por isso a quis partilhar.
Os criativos intitulam o vídeo de "Benevolência", e tu, que nome lhe darias?
(encontramo-nos na próxima onda)
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domingo, outubro 12 | molhada por canoa 3 ecos do mar
