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comunidade jovem

Queres fazer uma experiência de comunidade religiosa com as Irmãs Hospitaleiras para conheceres por dentro a vida consagrada a Deus para a Hospitalidade?
Segundo os teus objetivos, e com o acordo com a comunidade, poderás viver connosco: um período seguido entre 1 mês e 1 ano; períodos de 1 semana; 2 ou 3 dias, de vez em quando. Poderás descobrir um tesouro.
Que esperas para entrares nesta aventura? Liga maralto07@gmail.com

Mergulho no Oceano

Depois da Festa em Maralto, não podia faltar o MERGULHO NO OCEANO. Uma festa diferente. De 28 a 31 de dezembro, vai ser mergulhar... e mergulhar... cada vez mais fundo.

Não faltas a este mergulho... Se és um jovem que quer gastar 3 dias para contemplar a própria beleza interior, para aprender mais sobre escutar Deus no mais fundo de si mesmo e reorientar os caminhos da própria vida.
Inscreve-te através de Maralto ou em http://www.juventudehospitaleira.org/



EU ACREDITO!

Lema da visita do Santo Padre a Portugal:

«De onde me é dado que venha ter comigo a mãe do meu Senhor?»

BEM VINDO, SANTO PADRE!

VIVA O PAPA!!!

M - A - R

Imagino que com tanta água como tem caído do céu, ora mais devagar, ora aos trambolhões, ninguém terá muita vontade de ver o mar. Parece água a mais! Mas nem todos sentem assim.

A primavera aproxima-se e a vida toma outra cor; é como se tudo nascesse de novo. Por alguma coisa celebramos a Páscoa na primavera. Simplesmente porque algo de vigorosamente impressionante acontece em nós, à nossa volta, no mundo todo. Mas para abraçar a Vida que se oferece vitoriosa, temos de preparar o coração. Sugiro três palavras que são, ao mesmo tempo, três projectos. Começam pelas letras MAR.

M de mergulhar: atreve-te a fixar os olhos bem lá dentro e descobre a beleza que o criador pôs em ti. Agradece-lhe por seres uma obra espectacular, embora feita com material de segunda. Contagia os outros da tua fé.

A de acolher: experimenta entrar na corrente da hospitalidade, como tantos jovens o têm feito, acolhendo pessoas diferentes, pobres, doentes, marginalizadas, e verás como «é dando que se recebe». Participa em actividades hospitaleiras.

R de receber: nem sempre acertamos quando pensamos em dar, dar e dar, como se fôssemos ricos e os outros uns «pobres coitados». Seria interessante, nesta pontinha final da quaresma, fazer algum gesto de reconhecimento por quanto recebemos dos outros: pais, irmãos, professores, colegas, doentes ou pobres a quem ajudamos. Não te esqueças de dizer «obrigado», pelo menos uma vez por dia.

QUARESMA

Quanta gente tem medo de
Unir as suas mãos
Arriscando perdoar gratuitamente,
Recolhendo pétalas caídas,
Enchendo a alma de silêncios doces!
Sim! O medo paralisa as mãos
Muito mais que a doença.
Aproveita os 40 dias para recomeçar a viver!

O Natal da Joana

Perguntei à Joana, que tinha 9 anos, o que é o Natal e ela escreveu este poema:

Natal!
O nascimento do Menino Jesus,
é paz, amor e união.
As árvores com bolinhas de cor,
fitinhas brilhantes,
são flocos de neve
baloiçando ao vento.
As crianças fazem bonecos de neve.
O Natal são crianças
à roda de um pinheiro enfeitado.
Anjos rodeiam a terra
como um bando de pássaros multicores,
três Reis Magos adorando
o Menino Deus, o Deus.
Num mar de neve
dançam anjos alegremente,
o Natal é uma alegria!
Reparto o meu pouco pão
que tenho com os pobrezinhos.
É Natal!

Mar sem praia!

Cheguei à beira do Mar.
Não havia ninguém, não havia nada.
Só as ondas dando voltas sobre si mesmas
como um ventre materno grávido de vida,
sedento de encontro e de aliança.

Olhei a toda a volta.
Não havia praia, não havia barcos.
Só o infinito azul esverdeado da espera
espelhando o rosto de Deus criador,
desenhando o Amor em espuma virgem.

Lancei os olhos para MarAlto.
Não havia cruzeiros, nem marinheiros.
Só o abraço divino em vão oferecido,
a gente que não estava ali, porque não sabe
que o Mar procura, incessante, a praia que lhe cabe.

10ª onda

Entraste num espaço aberto que se chama maralto em www.vemveromar.blogspot.com . Sabias que «maralto» é uma proposta ou uma pró-vocação feita a jovens que queiram ser «marinheiros» ou «marinheiras» da felicidade? Ao longo de 2008 – 2009 andamos entretidos no nosso «campeonato de surf», cuja 10ª onda será vivida de 1 a 7 de Agosto, em Condeixa.
Neste final de marejada haverá três momentos importantes:

1. Maré alta: experiência de missão; exploração marítima com partilha comunitária.
2. Festas na praia: convívio, amizade, contemplação da natureza; mensagens e notícias, que são ecos do mar.
3. Fundo do mar: exercícios espirituais; com a bússola na mão para ver o caminho.

No fim do Encontro, prometem-se surpresas para o novo ano.
Se és jovem e queres fazer um caminho de discernimento vocacional, inscreve-te.

ó mar salgado

Porque será que as águas salgadas conservam vivos e felizes os seres vivos que nelas mergulham? Jesus disse àqueles que diziam acreditar nele: «vós sois o sal da terra. Ora, se o sal se corromper, com que se há-de salgar? Não serve para mais nada, senão para ser lançado fora e ser pisado pelos homens». Assim como o sal dá sabor, dá gosto aos alimentos e conserva em bom estado o que é bom, assim serão os discípulos de Jesus: no meio da sociedade, serão aquela pequena porção que faz a diferença, que oferece um sentido novo e definitivo à vida, às opções, aos projectos. Desafia-se a que apareça alguém que seja «uma pitadinha de sal». Há prémios para os salgados.

Foi-se embora!


Há ondas e marés que parecem tempestades ou maremotos. Há meia dúzia de dias, sofri uma dessas investidas, mas – Deus é Grande! Deus é Pai! O meu barco continua em mar’alto, navegando devagarinho para saborear o horizonte sem fim onde se espelha uma luz que vem do infinito e regressa à eternidade. O meu pai estava velhinho, mas não parecia. A sua mente brilhante, porém, sabia intuir que estava prestes a ir-se embora. E foi. Foi para o lugar de onde tinha vindo, há 94 anos. Foi para Deus. Foi sorrindo, rezando, cantando… tal como tinha vivido.
Há uns dez anos, vendo de longe o seu por-do-sol escreveu, entre outros, os versinhos que agora partilho convosco. Obrigada por estardes desse lado a amparar as minhas lágrimas cheias de fé, de carinho e de saudade.

PERTO DO FIM

Eu sinto em mim uma força
que não posso compreender.
É a voz de Deus que chama
para ir com Ele viver.

Senhor, quero ir para vós,
mas para já estou sozinho.
Quero levar muita gente
para me ensinar o caminho.

Senhor, dai-me inteligência
para Vos poder amar,
meu coração é fraquinho,
está sempre a vacilar.

Se a minha alma fosse santa,
meu coração fosse puro,
ia ver a face de Deus,
disso estava eu seguro.

Jesus, eu me entrego a Vós,
perdoai minhas loucuras,
iluminai minha alma,
porque eu ando às escuras.

Vou-Vos dar as flores já murchas
que, para Vós, não têm valor.
As frescas, eu empreguei-as
a fugir de Vós, Senhor.

Vocação: sim ou não

Esta semana, de 26 a 3 de maio, é chamada a «semana de oração pelas vocações». Há uns dias atrás disseram-me num grupo de jovens: «afinal, que significa isso de vocação? Ser sacerdote é coisa que não dá prestígio nenhum, e ser freira parece coisa "da idade média"! Se essas vidas fossem boas, muita gente as escolheria. Mas, pelo que se vê, esses caminhos estão desertos. Por aí é perigoso meter-se!». E no entanto, continuo a pensar que tu tens vocação, és chamado a fazer da tua existência um projecto de serviço aos outros.
A vocação é como uma cruz: tem uma trave vertical que vem de Deus e desce até ao teu coração; uma voz que diz, segreda, solicita, sugere e espera a resposta que vai de ti para Deus. Tem uma trave horizontal que vem dos outros para ti e de ti para os outros; eles pedem, clamam, gritam, gemem por auxílio; tu que respondes pondo-te em acção.
Este movimento «cruzado» é o que dá pleno sentido à vida humana. E isto tem que acontecer em qualquer estilo ou vocação que se viva.
Tu que dizes: vocação - sim ou não?
Escuta a voz interior dentro de ti, escuta o mundo, e... responde.

Um vulcão indomável


Eu vi-o, desbordava torrentes de lava incandescente, carradas de fogo que ninguém podia apagar… e o mar engolia tudo como um poço sem fundo! Que força! Que dinamismo! Que visão impressionante aquela, pela beleza da imagem, pela grandeza que brotava do seu interior, pela resistência que fazia a todos os gritos de «pára, pára, sossega… por amor de Deus!»
E a cascata de fogo seguia o seu caminho sem intervalos, corria como quem tem uma missão urgente a realizar, como quem responde a um grito veemente de auxílio no auge do perigo, como quem sabe perfeitamente o caminho do seu destino.
A ressurreição de Jesus, o Cristo, é como este o vulcão indomável: luz inconfundível para alumiar o meu, o teu, o caminho de toda a humanidade; força e dinamismo que atrai discípulos para os enviar ao mundo que grita por sentido, valor, esperança; energia vital que produz perseverança e compromisso no coração de quem se encontra com Ele.
Cristo ressuscitado é a certeza de que, desde agora, a vida-VIDA é possível.
Não sonhes com a Vida, acolhe-a: Jesus ressuscitado aí está oferecendo Vida gratuitamente. Espreita a porta do sepulcro… verás que está vazio. Ressuscitando, Jesus matou a morte. Tu, eu, todo aquele que se encontrar com Ele, também podemos destruir o mal em nós e à nossa volta para viver ressuscitados. FELIZ PÁSCOA!
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A arte de aMar (IV)

Quando «amar é dar-se», o que é que se dá? Quando alguém se dá oferece o que tem de melhor, a sua vida, ou seja, coisas que estão vivas dentro de si: a alegria, o interesse, a compreensão, a simpatia, o humor, o serviço, etc. Quem recebe estas coisas torna-se mais vivo porque fica em contacto com a vitalidade do outro. Dar assim faz renascer algo novo na outra pessoa e, mesmo sem esperar nada em troca, quem dá acaba por receber mais, pela alegria de ver os efeitos da sua entrega gratuita. Só isto é o amor: uma força que produz amor. Este enriquecimento mútuo só acontece quando há uma relação verdadeiramente humana (faz pensar que, às vezes, as nossas relações não são humanas!).
Para amar, para dar-se, é necessário ser capaz de oferecer cuidado ao outro: o amor leva a ocupar-se e preocupar-se por aquilo ou por aquele a quem se ama. O amor não consiste em sentimentos ternos ou cócegas no estômago quando, de repente, nos vemos diante de um amigo que não víamos há muito tempo. A essência do amor consiste em trabalhar para que aquilo ou aqueles a quem amamos cresçam, estejam bem; é a responsabilidade, ou a capacidade de responder às necessidades do outro. A vida dos nossos irmãos, neste caso, é também nossa vida. Temos responsabilidade em relação aos outros, e tanto mais, quanto alguns têm necessidades acrescentadas. Saint Exupery disse-o assim: «és responsável por aquele a quem cativaste»
O respeito é o terceiro elemento do amor, e entende-se com o seu verdadeiro significado de «olhar para», ou seja, ver e aceitar o outro tal como ele é. Por isso, está-se mesmo a ver que para respeitar alguém é preciso o conhecimento. O único meio de conhecer uma pessoa, respeitando-a, é o amor e nunca o domínio ou a posse. Estas quatro atitudes só existem numa pessoa humilde, generosa, livre, madura.

A arte de aMar (III)

Diz-se frequentemente que «amar é dar», que «há mais alegria em dar do que em receber». Isto que já se tornou refrão, precisa ser bem entendido. A pessoa que só aprendeu a receber, vai perceber que dar significa desistir de alguma coisa, ser privado de algo, sacrificar-se. Outro que tem um carácter mais de comerciante, estará mais disposto a dar, mas sempre em troca de outra coisa qualquer, pois dar sem receber nada em troca, vender sem receber dinheiro é ser enganado. As pessoas pouco produtivas não gostam de dar, pois sentem que se derem, podem ficar mais pobres. Também há os que dão para fazerem uma boa acção, um sacrifício que lhes traga algum mérito. Estes quando ouvem dizer que «é melhor dar do que receber» pensam que é mais virtuoso e santo sofrer privações do que estar alegres e felizes.
As pessoas de carácter produtivo, quando dão, manifestam a supremacia e o poder sobre aqueles a quem dão algo, e ficam felizes por dar, pois mostram a sua vitalidade. Visto isto, dar significa ser rico. Um avarento é pobre, porque fecha o que é seu; rico é aquele que pode dar e dá. Quem puder dar-se a si mesmo, é rico. Porque se diz que os pobres estão mais dispostos a dar do que os ricos? As pessoas sentem uma necessidade forte de fazer frente às necessidades básicas antes de dar; os pobres põem a bitola das suas exigências mais baixa, por isso, conseguem mais facilmente satisfazer-se e ainda dar aos outros. Estamos a falar de dar bens, elementos sem vida, coisas. Que significar «amar é dar-se»? Fica a pensar nisto, que eu volto em breve.

campeonato de surf


Em «maralto» está a decorrer o «campeonato de surf 2009». Já lá vão quatro meses, e as ondas não descansam no seu vai-vém de enrolar e desenrolar, com espumas de água salgada a salpicar o corpo e a alma dos bailarinos do mar. Há um bom grupo em prova e ninguém pensa em desistir.
Foi lindo contemplar a 1ª onda que desenhou no chão o caminho de Abraão, feito de confiança e fé, num Deus que nem sabia bem quem era, mas que o cativou a ponto de deixar as próprias seguranças e partir mesmo «sem saber para onde ia». E Deus iluminou a sua esperança com uma multidão de estrelas e fortaleceu a sua fé tanto como a multidão da areia da praia.
Logo veio a 2ª onda que transportava Moisés enrolado nos seus medos. Gira que gira, entre desculpas e rodeios à volta das dificuldades, mas Moisés acabou por ir ter com o faraó para realizar a missão de libertar o Povo de Deus do Egipto. Deus é grande, é maior que todos os nossos medos.
A 3ª onda cavalgada pelos surfistas trazia na crista as intuições de Jeremias. Foi uma alegria viver a certeza de ser amado por um Deus que é Pai e acolhe, que conhece e chama desde o seio materno, e dá a cada um uma missão concreta a realizar. E nunca se vai embora, acompanha sempre, chama sem desistir.
A 4ª onda chegou enraivecida; trazia nas ventas a fúria do mar por ter engolido o profeta Jonas quando fugia na direcção contrária àquela aonde o Senhor o tinha mandado. Menos mal que reconsiderou e acabou por seguir a vocação e a missão que Deus lhe encomendava.
As que se mantêm nos primeiros lugares do campeonato, já entenderam que o surf tem tanta beleza e vigor como surpresa e exigência. Mas é trabalhando que se conseguem frutos.
Coragem! O maralto é em frente!

Arte do aMar (II)

Só os humanos são capazes de aMar. As ligações entre animais acontecem por instinto. A pessoa humana transcende o apetite natural deixando-se conduzir pela razão. Tem consciência da sua individualidade e da necessidade absoluta dos outros para se realizar, como tal. A experiência quotidiana faz sentir a indigência, a solidão e a ausência como formas de sofrimento e de ansiedade, contra as quais é imperioso travar batalha, sob pena de se perder a guerra da vida. O fracasso absoluto no amor pode conduzir à loucura.

A mulher e o homem de todas as épocas buscaram incansavelmente a forma de ultrapassar a separação e de alcançar a união. Buscaram-no por caminhos diferentes, segundo as culturas e a própria história, mas buscaram-no sempre. A filosofia, a história, a antropologia encarregam-se de o estudar. Há gente que busca esta resposta existencial do amor no prazer, nas drogas, no álcool, na riqueza, na aparência física, na fama, na eficácia do trabalho, na simpatia dos outros, na actividade sexual, na espiritualidade… etc. Está claro que estes recursos podem estar no caminho do amor, mas nem ensinam a arte de amar, nem asseguram a experiência de ser amado, pois são apenas circunstâncias exteriores à personalidade, transitórias e mutáveis.

Nenhum ser humano é meio para a realização afectiva de outro. As pessoas não são instrumentos, não são coisas, não são objectos. Quando alguém explora outrem para seu bem-estar ou interesse pessoal, está a reduzir o outro a uma coisa, está a ofender a dignidade humana. O ser humano é fim em si mesmo, enquanto está orientado para a realização plena da sua dignidade, está chamado a crescer até à estatura de pessoa perfeita. Os cristãos têm Cristo por modelo: «tão humano, tão humano, só podia ser Deus», escrevia um autor.

Arte do aMar (I)

Quem viaja continuamente sobre as águas movediças do mar da vida precisa ter arte, não só para se defender das tempestades e dos ventos, mas também para gozar da maravilha gerada pelo azul das águas profundas, quando se confunde com o azul do céu, sem deixar limites nem horizonte à vista.
Vemveromar convida-te para aprender a arte de amar, a arte de viver neste mar à descoberta dos alicerces que dão sentido e gosto à vida. Em jeito de gotas de espuma branca que salpicam a rocha enegrecida pela intempérie e o sal a mais, de vez em quando podes encontrar aqui frases soltas que sussurram segredos aos marinheiros. Quando te vires atacad@ pela curiosidade, não a faças sofrer, dá-lhe o gosto de ler a «Arte do aMar».
As pessoas precisam de amor, como as plantas da luz e os peixes da água. Sentem a necessidade irrenunciável de ser amadas, mas pensam menos em amar. Para satisfazer essa necessidade básica, muita gente esforça-se por ser amável, acreditando que, com isso, pode «fazer amigos e influenciar outros em seu favor». Será isto amor, ou arte de amar? Na cultura actual, o amor parece ter-se tornado uma conquista comercial, e as pessoas serem um meio para alcançar o amor. Se assim for, francamente estamos todos vesgos.
O amor é espontâneo, ou aprende-se? É um sentimento, ou uma decisão? É algo que acontece por sorte, ou um luxo só para alguns? É uma teoria, ou tem um rosto concreto?

A Arte do aMar vai dar dicas sobre tudo isto.

Mar sem ondas

É giro ver as ondas a bater, teimosas, nas rochas cansadas mas firmes e inabaláveis na sua missão de guardiães do mar! Que sensação de calma, silêncio, bondade, coração! Que dirão as espumas brancas ao negro das pedras que, por mais banhos que levem, nunca ficam brancas? Que dirão as rochas à água salgada que, por mais beijos que receba, nunca se torna doce? É lindo o mar a rebentar na praia, mas é ainda mais belo, grande e misterioso o mar alto, um mar sem ondas, onde o horizonte é mar e céu ao mesmo tempo.
Duas horas de avião sobre o atlântico, ora montada num manto de seda azul molhada, ora cavalgando nuvens brancas de algodão em rama, são uma miragem que não se termina de apreciar. Quase sem querer, dilatam-se os horizontes da alma deixando entrar nela a multidão dos que gemem sozinhos; acendem-se todos os faróis e alegram-se os que navegavam às escuras; abrem-se as asas em acrobacia veloz até paragens novas onde os que buscam sentem um ombro amigo na procura…
Enquanto viajo entre mar e céu, aposto na esperança de um mundo novo que é possível para a humanidade; pinto um arco íris de paz que abraça os povos de todas as cores, culturas e credos; escrevo um poema que balbucio ao Sol e declamo gratuitamente a quem entender de AMOR.

Campeonato de surf

Começaram os treinos para o Campeonato que terminará no próximo verão. Na última semana de Julho de 2009 vai ser a grande final, mas até lá, dia a dia, mês a mês, é preciso ir treinando o equilíbrio sobre «as ondas», esteja sol ou chova a cântaros. Há gente que pensa conquistar medalhas sem esforço nenhum, outros já perceberam que o esforço é o segredo, é ele que fortalece a alma e dá sabor aos frutos que mais tarde se hão-de colher. Agora cavalgamos a «primeira onda» – as dúvidas de Abraão – e, como quem não quer a coisa, encontramo-nos com as nossas dúvidas. Os jovens que se meteram nesta aventura que digam – ou ainda será cedo demais par dizer! – como o campeonato se adivinha bonito. Se quiseres saber mais sobre o «campeonato de surf» diz.

Sonhos de «marfundo»

Há sonhos que dão que pensar! Deixa que te conte um que me assaltou como um furacão, em plena luz do meio-dia. Era um campo azul claro, grande, tão grande que nem os olhos o terminavam de ver. Não havia fronteiras, nem terra à vista. Sobre o azul havia umas pintas douradas, não sei se eram estrelas (do céu? do mar?) ou se eram simplesmente búzios, daqueles que quando a gente os encosta ao ouvido e fica em silêncio, repetem em eco murmúrios profundos de amores eternos… Fiquei pasmada! Que infinito! Que visão! De repente, esses pontos dourados começaram a cintilar, ganharam movimento e transformaram-se numa multidão de jovens, correndo por todos os lados, repartindo alegria, entoando canções, dançando coreografias em que cada um levantava no ar a sua bilha de barro à procura da nascente daquele mar tão profundo! Foi uma festa que ameaçava não ter fim. Ainda agora pergunto: quem são aqueles jovens e que buscam tão ansiosamente? Continuarão à procura da Nascente, ou já terão as bilhas rotas de tanto baloiçar? E tomei uma decisão: não basta o «campeonato de surf» em que «as 9 ondas» serão cavalgadas com entusiasmo, é preciso fazer também uma «viagem cruzeiro». Está quase tudo imaginado: «Cartas de Navegação» (para o auto-conhecimento), «Remar» (pelos caminhos da Bíblia), «Ecos do Mar» (Mensagens & Notícias do oceano), etc.
Haverá lugar para os jovens que quiserem encher a bilha de água pura e fresca, para os que não se contentarem com águas salobras e estagnadas. Escreve para maralto07@gmail.com